O terceiro educador: espaço, ambiente e relações na Educação Infantil inspirada em Reggio Emilia

Tudo comunica na Educação Infantil. O tom da voz, o gesto da professora, os materiais oferecidos, as pausas, as escolhas estéticas e, sobretudo, o lugar onde a infância acontece. Em abordagens inspiradas na concepção de Reggio Emilia, o ambiente não é cenário: é educador. E, como educador, ele ensina, convida, provoca, acalma e sustenta experiências …

A arte de contar histórias: ficção, encantamento e os territórios simbólicos da infância

Contar histórias é mais do que uma prática pedagógica: é um gesto ancestral. Desde muito antes da escrita, mulheres e homens narravam para transmitir a vida, organizar o mundo, acolher medos, ensinar sabedorias e criar laços. Na Educação Infantil, a contação de histórias assume essa mesma força originária: contar histórias é oferecer abrigo simbólico às …

Educação inclusiva na educação infantil: princípios, sentidos e caminhos formativos para uma docência que acolhe e expande

A Educação Infantil é o primeiro território público onde a criança encontra o mundo para além de sua casa. É nesse espaço múltiplo, afetivo, estético e social, que ela experimenta os primeiros encontros com a diferença, com o coletivo, com as linguagens, com os vínculos, com o corpo e com o reconhecimento de si. Por …

Brincadeira, brinquedo e a função social do brincar: um território de sentidos na Educação Infantil

O brincar é mais do que uma atividade entre outras, na Educação Infantil: é linguagem, modo de ser, território de pesquisa, forma de expressão e espaço social de constituição do sujeito. Entretanto, ainda é comum confundir brincar com brinquedo, como se um dependesse do outro para existir. Tal equívoco empobrece a compreensão do brincar como …

A alimentação como território educativo: espaços, interações e a ética do cuidado na Educação Infantil

Na Educação Infantil, comer nunca é apenas comer. Alimentar-se, servir-se, compartilhar a mesa, tocar os alimentos, perceber cheiros, cores, texturas… tudo isso compõe uma paisagem pedagógica profunda, carregada de sentidos. Mais do que uma necessidade fisiológica, a alimentação é um direito de infância, um momento de aprendizagem e de construção de vínculos, dignidade e pertencimento. …

O que observar nas experiências artísticas que quase ninguém percebe

Esta cena é bastante conhecida. Uma proposta artística começa. Materiais são distribuídos. As crianças se aproximam. Algumas começam imediatamente. Outras observam. Algumas misturam tudo. Outras repetem o mesmo movimento inúmeras vezes. Enquanto isso, adultos costumam fazer uma pergunta quase automática. “Será que está funcionando?” Curiosamente, muitas vezes tentamos responder olhando justamente para aquilo que importa …

11 materiais não estruturados que mudam completamente as experiências artísticas

Existe uma diferença fundamental entre oferecer à criança um kit de canetinhas com cores predefinidas e colocar diante dela uma bandeja com terra úmida, pedaços de carvão e folhas secas de diferentes tamanhos. No primeiro caso, o material já chegou com uma função determinada: colorir dentro de um espaço. No segundo, a criança precisa inventar …

Por que alguns ambientes convidam para brincar e outros afastam as crianças

Entre em duas salas de educação infantil diferentes e preste atenção no que seu corpo sente antes mesmo de observar as crianças. Em uma, algo convida: a luz é suave, os materiais estão dispostos com cuidado, há cantos que parecem dizer “venha, explore”. Na outra, algo repele: o espaço é rígido, as cadeiras estão enfileiradas, …

Como criar um ateliê inspirador mesmo em espaços pequenos

Uma ideia aparece com frequência quando falamos sobre ateliês. A crença de que é preciso ter uma sala enorme. Prateleiras sofisticadas. Móveis planejados. Materiais caros. Ambientes dignos de revista. E certamente essa é uma das ideias que impede muitas pessoas de começar. Porque, na prática, experiências potentes raramente nascem apenas do tamanho do espaço. Elas …

Como criar propostas artísticas que acolhem diferentes formas de aprender

Existe uma cena bastante comum em muitos contextos educativos. O adulto organiza materiais, explica a proposta, apresenta o que será feito e espera que todas as crianças participem. Algumas começam imediatamente. Outras observam. Algumas tocam. Outras evitam. Algumas repetem movimentos. Outras parecem fazer algo completamente diferente do que foi proposto. É nesse momento que muitas …