Entre sentidos, experiências e pertencimento Durante muito tempo, a escola procurou ensinar as crianças a partir de modelos previamente estabelecidos. Esperava-se que todas observassem da mesma maneira, realizassem as mesmas ações e alcançassem resultados semelhantes. No entanto, a convivência com as infâncias nos mostra diariamente que existem múltiplas formas de perceber, sentir e habitar o …
A palavra inclusão está presente em documentos oficiais, projetos pedagógicos, cursos de formação e reuniões escolares. Falamos sobre inclusão com frequência. Defendemos a inclusão. Planejamos ações voltadas para a inclusão. Porém, existe uma pergunta que nem sempre fazemos: como a inclusão realmente se apresenta quando observamos uma experiência acontecendo diante de nós? Se uma pessoa …
Há uma diferença fundamental entre ouvir e escutar. Ouvir é um ato fisiológico, automático, que acontece enquanto o educador organiza o espaço ou conversa com um colega. Escutar, por sua vez, é uma escolha deliberada, um gesto de presença plena que exige suspender as próprias certezas para se abrir genuinamente ao que o outro tem …
Existe uma pergunta que, quando incorporada de forma genuína à prática docente, tem o poder de reorganizar completamente a forma como o educador planeja, observa e age com as crianças. Ela não exige recursos sofisticados, formação especializada ou horas extras de trabalho. Exige, sim, uma mudança de postura que é ao mesmo tempo simples e …
Ao final de uma experiência artística com crianças pequenas, é comum que o educador se faça uma pergunta aparentemente simples, mas profundamente complexa: funcionou? A resposta, no entanto, depende inteiramente de qual critério está sendo usado para avaliar. Se o parâmetro for a beleza do produto final, a organização do espaço após a atividade ou …
Tirar fotos das crianças, anotar falas no caderno de campo, filmar momentos de exploração e guardar produções ao longo do ano letivo são práticas cada vez mais presentes nas instituições de educação infantil. O registro ganhou espaço nos discursos pedagógicos, nas formações continuadas e nos documentos orientadores da área. No entanto, há um equívoco silencioso …
Você planejou com cuidado. Selecionou os materiais, organizou o espaço, pensou nas perguntas que faria, antecipou os possíveis desdobramentos. E então, no momento em que a proposta começa, algo escapa completamente do roteiro que você havia construído na cabeça. As crianças ignoram os materiais dispostos com tanto esmero, a conversa vai para um caminho inesperado, …
A arte na infância é uma linguagem poderosa, um território onde a criança expressa suas hipóteses, medos e descobertas. No entanto, na prática da educação infantil, muitas vezes nos deparamos com atividades engessadas e produções padronizadas que silenciam a autoria infantil. O verdadeiro desafio da docência não é ensinar a criança a fazer arte, mas …
A rotina dos profissionais da educação infantil é marcada por uma avalanche de exigências institucionais que, muitas vezes, parecem sufocar o tempo dedicado à convivência real com os pequenos. Relatórios semanais, preenchimento de tabelas de desenvolvimento, planejamentos engessados e o cumprimento de metas pedagógicas consomem horas preciosas de trabalho. Quando o tema da documentação pedagógica …
Garantir que todas as crianças compartilhem o mesmo espaço durante uma atividade artística é apenas o primeiro passo de um longo caminho em direção à verdadeira inclusão. A verdadeira igualdade de oportunidades ocorre quando o design da proposta é flexível o suficiente para que cada participante, independentemente de suas habilidades motoras, intelectuais ou sensoriais, consiga …










